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O artista sabe que sua arte, uma vez criada, não é mais sua. Esta consciência dá-lhe a grandeza de elogiar e vender sua arte. O falso artista, no entanto, não consegue elogiar a própria arte, pois neste reside a pequenice de pensar que sua arte o pertence.

4 comentários:

Mônica Bittencourt disse...

A arte, quando é criada, precisa ser consumida por alguém, caso contrário nem arte é. O problema é que a arte não pode sair do artista,ou o artista n pode sair da sua arte. Aquela arte é também aquele artista. Como ele vai conseguir se distanciar e observar a sua obra?

Filipe Ret disse...

Sim. Assim, quando eu digo "vender" a arte, quero dizer no sentido de consumido financeiramente também, não no sentido de "contemplado" apenas. Enfim... sobre sua pergunta, vejo o artista como uma mágica interseção entre a sensibilidade de criar e a maldade plena de observar. Sendo artista, na minha visão, ele PERMITE a arte, materializa-a e consegue DESenvolver-se para se observar. Em suma, penso eu, que ele consegue distanciar-se pq não se entrega plenamente nunca - até pq o artista é amplo - e sempre consegue sim DESenvolver-se, distanciar-se. Conversamos sobre ao vivo depois... por aqui é difícil.

Mônica Bittencourt disse...

Não sei se o artista que consegue se DESenvolver é mais artista do que o que não consegue. Eu tenho a impressão de que o artista é sempre emocionalmente envolvido com a sua obra. E a observa com a consciência que a sua opnião é completamente tendenciosa.
Mas entendo quando vc diz que ele por não se entregar completamente é que consegue observar. E é necessário que ele não se entregue, senão pode virar até loucura.
eh, sei lá..

ivan disse...

tem toda a razão,fecho contigo!!!!!!!!!!!!!!!!